
Acabou.
Dei de cara com uma mulher encostada na parede acarpetada da sala de exibição bacana.
Ela dançava. E acompanhada. Da vassoura que ia pra lá e pra cá com ela.
E a sacudida vestia azul. Uniforme azul de faxineira.
E cantava junto.
Levantei, grudei nela e perguntei:
E aí, já assistiu?
Só pedaços, cê sabe entro e saio, fico só bicando. Mas o cara é bom, sei todas músicas dele...
Olhamos as duas pra telona onde rodavam muitos e muitos nomes.
Que ela não conhece. Nem eu. Mas a gente olha. Dançando. As duas.
Ela que viu pedaços do documentário.
Eu que sabia só pedaços da vida do cara.
Nós que na hora de falar "tchau", concordamos: o cara deu azar, mas era foda!
Ela partiu pra limpeza animada.
Sorte dela que vestia azul poder trabalhar com o Simonal na orelha.
Sorte dele que agora quem sabe, pode ter a sorte mudada.
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Nossa Tonha. que delícia. que solto!
Quanta dança! lindo mesmo.
Inês
Me deu vontade de ver o documentário depois de ler o seu texto. Bjos, Ana
Adorei, Tonha! Muito bom, mesmo.. leve.. solto... a sua cara! Escreva muito, a gente precisa!
Beijosssssssssssssss
sonia
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