sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Posturas



















Jogava o corpo para trás
E a existência
Para frente

Na dúvida
Segurava a vida pelas ancas.
Com as duas mãos
Com os dois braços

No rosto
O maior vão do buraco
Do mundo

Quando os outros
Não conseguiam fazê-lo entender
A vida ou detalhes técnicos dela
Falavam alto
E ele
Ouvia baixo

Quando não entendia absolutamente nada
Parava
Aprumava as ancas
E esperava
Os outros

E de tanto seguir
Nesse sacolejo frouxo
De existir
Encostado em si mesmo
Um dia desancou
E caiu.

4 Deixe aqui seu comentário:

sonia pedrosa disse...

Fantástico!!!!
Amiga, você é ótima!!!

onzepalavras.com disse...

Vc inspirou!

Anônimo disse...

Gostei muito.! V. tem um jeito tão diferente de se expressar! Veri

Elisangela Batista Barbosa disse...

Adorei! Como disse o anonimo, e diferente!

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