Jogava o corpo para trás
E a existência
Para frente
Na dúvida
Segurava a vida pelas ancas.
Com as duas mãos
Com os dois braços
No rosto
O maior vão do buraco
Do mundo
Quando os outros
Não conseguiam fazê-lo entender
A vida ou detalhes técnicos dela
Falavam alto
E ele
Ouvia baixo
Quando não entendia absolutamente nada
Parava
Aprumava as ancas
E esperava
Os outros
E de tanto seguir
Nesse sacolejo frouxo
De existir
Encostado em si mesmo
Um dia desancou
E caiu.
4 Deixe aqui seu comentário:
Fantástico!!!!
Amiga, você é ótima!!!
Vc inspirou!
Gostei muito.! V. tem um jeito tão diferente de se expressar! Veri
Adorei! Como disse o anonimo, e diferente!
Postar um comentário