Ele disse
Você é um pêndulo
Eu pensei
Que imagem linda
Que vai
Que vem
Oscilei
Imaginando
Com que regularidade
Esse movimento pendente
Denunciava
Insanidade
No vaivém
Das ondas mentais
Fiquei sem rumo
Fora do prumo
Dormi de roupa
Pura ansiedade
Ainda assim
Sorrio
Sozinha
Quando penso ser
Pêndulo
Minha mais nova
Identidade
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Impressionante como esse tema da imprevisibilidade do ser humano, principalmente do artista, nesse caso, do poeta, está tomando conta de nossas cabeças e de nossos blogs. O prumo, como elemento do equilíbrio, talvez seja o maior oposto das características humanas. O eu-lírico, nesse texto, deixa isso bem claro.
Parabéns
Eu diria que você é um pêndulo colorido, imprevisível, que vai e vem com força, com vontade, com tudo!
Beijossssssssssssssssss
Belo poema. Gostei muito. As palavras têm o mesmo ritmo que o pêndulo sugere. Associação de idéias e de imagem muito bem arquitetada.
Essa imagem do pêndulo é também sabedoria. Uma ode ao movimento de ir e vir. Enquanto há movimento, há vida!
Você me fez chegar à conclusão (?) de que pêndulos são, por essência, confiáveis. Seria mesmo muito bom ser um homem-pêndulo com minha mulher-pêndulo vivendo num mundo de gestos-pêndulos. Mas, de fato, eu sei, poucos podem merecer tal alcunha, e se você a recebeu, parabéns!
Tonha,
Obrigado pela visita e pelas palavras! Gostei muito dos seus escritos e virei várias vezes aqui. Aliás, vou acompanhar também seu blog!
Grande abraço,
Adriano Nunes.
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