quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Lado Direito















Meu lado direito
Parou
Parado
Assustado

Revoltado
Começou a dar provas
De absoluta autonomia

Gemia
De desconforto
E pavor
De que todo meu lado direito
Estivesse morto

Aos poucos percebi
Que não poderia
Subjugá-lo
Seguiria assim
Torto

Escorriam os dias
E eu
Fingia que não sabia
Que meu lado direito
A cada dia
Me definia

Quando finalmente
Aceitei tamanha
Fatalidade
Percebi que de nada valia
O lado direito reto
Se o resto do corpo
Morto

3 Deixe aqui seu comentário:

Mário Miskolczi disse...

Olha só um ótimo poema para o concurso. Tem um bom ritmo, um tema bacana e uma boa jogada de palavras. Parabéns!

sonia disse...

Tonha, muito bom, viu?
me emocionou!
Beijossssssssssss

Brenda Maciel disse...

Muito bom mesmo. As palavras estavam em tão perfeita sincronia que meus olhos não puderam escapar.

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