Meu lado direito
Parou
Parado
Assustado
Revoltado
Começou a dar provas
De absoluta autonomia
Gemia
De desconforto
E pavor
De que todo meu lado direito
Estivesse morto
Aos poucos percebi
Que não poderia
Subjugá-lo
Seguiria assim
Torto
Escorriam os dias
E eu
Fingia que não sabia
Que meu lado direito
A cada dia
Me definia
Quando finalmente
Aceitei tamanha
Fatalidade
Percebi que de nada valia
O lado direito reto
Se o resto do corpo
Morto
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Olha só um ótimo poema para o concurso. Tem um bom ritmo, um tema bacana e uma boa jogada de palavras. Parabéns!
Tonha, muito bom, viu?
me emocionou!
Beijossssssssssss
Muito bom mesmo. As palavras estavam em tão perfeita sincronia que meus olhos não puderam escapar.
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