
Ela guardava a alegria
Enrolada em cachos
E eram tantos cachos
Tinha um depósito dessa preciosa matéria
Dentro de seus pulmões
Sua risada era um espetáculo
Pelo qual aguardava ansiosa
Nas mãos
Escondia um número especial
Transformava pensamento
Em beleza
Nunca ninguém conseguir fazer o que fazia
Não precisava.
Bastava assisti-la
E sentir-se dona do belo
Gostava de ter pedaços dela em minha vida
Cores. Confusões. Destemperos
Tudo nela pulsava
Às vezes transbordava
Tantos anos assim
Já não posso
Virar a folhinha da minha vida
Sem ter uma página
Só para ela.
Coisa de Santo.
Que a religião que um dia teve
Não considerava.
E agora me pego dizendo no passado
Justo no dia
Em que percebi
Que ela de lenço
Sem cachos
Vive outro tipo de felicidade
Justo no dia em que ela
Com as mãos de mágica
Segurou as minhas
Para contar seu orgulho
De mim
Do justo
Tamanho
De nós.
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Tonha, adoro seus textos. E adoro as ilustrações e fotos! Adoro seu blog!!!
uau!
SUAS PALAVRAS
Por um momento pensei
Não vou dizer Dizer enfim
Por um momento Que fossem pra mim.
Mas no final Afinal não me reconheço
Suas palavras não foram pra mim!
Por um momento ousei Senti a alegria guardada
Enrolada em meus cachos E são tantos cachos...
Mas a risada... um espetáculo?
Talvez Você é mesmo exagerada
Exagerada de achares e dizeres Exageradésima!
Pensamento em beleza Bem que transformo
Abri um sorriso e pensei de novo São para mim!
Sobretudo as cores.
Mas quando entraram as confusões os destemperos
Pulsação e transbordamento Novamente me desreconheci
Não que não os tenha Mas estão tão bem guardados que não é possível que os houvesse visto, reconhecido, classificado e anunciado!
Será? você me conhece tão bem...
Coisa de santo. Aaah isso é e sempre foi. Coisa de santo.
Se terminassem ai suas palavras Teriam sido pra mim!
Mas no final
Não uso lenço e nunca te disse do orgulho que sinto por você.
Deveria ter dito Eu sinto.
Mas lenço? Não, não foram pra mim...
Leve e delicado. Muito bonito esse poema Tonha. Parabéns!
aah querida
ah querida
o que seria a vida sem a gente para viver? chorei pra variar. o desenho ficou lindo, bem ai. Os cachos e todo resto estão guardados, hoje em dia: "só para os mágicos, só para os raros". (aprendi com H.Hesse) e você é um deles.
muito obrigada, vc sabe pelo quê.
amor, K.
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