Não sabiam mais o que fazer. Marília, uma ilha de silêncio, deu pra chorar. Sem parar. Só choro. Sem piedade.
Uma simples pergunta. Onde estão meus pais? Ora Marília, morreram quarenta anos atrás.
Lembrança destampada sem dó. Na marra.
Por uma semana, dia e noite, noite e dia as águas rolaram pela ilha de Marília. E como já não era grande e nunca fora forte se deixou levar, como que flutuando numa enorme marola, para o lugar onde acreditava estarem seus pais.
Conseguiu. Parou de chorar. Se fez um continente e viveu cada dia do resto de sua vida, úmida.
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Gostei do texto no formato de micro conto (será isso?). Acho que a história pode render mais e mais, nesse ritmo tão rápido quanto o susto de Marília.
maravilhoso!
beijo,
sonia.
Adorei encontrar a marília por aqui! Beatriz
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