
A casa inteira estava na penumbra. Para os que não aceitam tal descrição, posso apenas adiantar que a luz que insistia em aparecer era amarela.
A mesa da sala de jantar era o único móvel que podia ser visto em sua inteireza. O resto era sombra. E sombras como bem sabem não se sustentam. Não suportam ser descritas.
Em cima da mesa, uma fruteira de madeira. Cheia de frutas. Apenas frutas. As sei sem as saber.
Por isso, quando acordei, só pude ver João. Pálido. Amarelo. Só ele aparecia em meio ao indistinguível. Ainda assim, saber que ele está, tira-me do sobressalto da lembrança de que João é um melão.
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A mesa é a única que podia ser vista, e que se sustentava sobre seus pés. Mas a mesa sustenta outras coisas, que não podem ser vistas, e que estão ali, comendo pelas beiradas, as frutas e etc...
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